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Arquivo Histórico do Museu Nacional de Arqueologia

Até Outubro de 2012, o Arquivo Histórico do MNA, esteve integrado na Biblioteca do Museu Nacional de Arqueologia e, muitas vezes, era confundido com o Legado de José Leite de Vasconcelos, que constitui uma importantíssima parcela dum acervo mais vasto. O Arquivo Histórico do Museu Nacional de Arqueologia, atualmente em fase de reestruturação, contempla vários fundos documentais, como o Arquivo de Manuel Heleno, segundo diretor da instituição, o de Sebastião Estácio da Veiga, do Instituto de Arqueologia História e Etnografia, bem como alguns legados como o Arquivo de Gustavo Marques, de Manuel Viegas Guerreiro e de Luiz Chaves e ainda um vasto acervo de desenhos e fotografias relacionados com as intervenções arqueológicas dos diferentes diretores. Porém é ainda hoje o Legado de José Leite de Vasconcelos que é mais consultado pelos investigadores. 

Legado documental de Leite de Vasconcelos

Falecido em 1941, com 82 anos, Leite de Vasconcelos deixou ao “seu” Museu um valioso legado, incluindo uma biblioteca com cerca de oito mil títulos e um espólio documental de dimensão invulgar, essencialmente composto por: 
- Correspondência dirigida ao próprio, no período compreendido entre 1880 e 1941 – mais de vinte e quatro mil espécies de mais de três mil e setecentos autores, nestes se incluindo a maioria das personalidades eminentes da cultura portuguesa da época, bem como inúmeros vultos estrangeiros de renome em vários domínios do conhecimento podendo, a título de exemplo, referir-se Afonso do Paço, Francisco Martins Sarmento, Moses Amzalak, Orlando Ribeiro, Eugénio Jalhay, Albano Bellino, Joseph Déchelette, Hübner, Henri Breuil, Émile Cartailhac e Edgar Prestage entre muitos outros.
- Numerosos manuscritos do próprio Leite de Vasconcelos e de muitos dos seus colaboradores.
- Núcleos de correspondência para terceiros, adquirida por Leite de Vasconcelos atendendo quer à natureza do seu conteúdo - espécies epistolares dirigidas a personalidades de vulto no campo das ciências por ele cultivadas –, quer à identidade dos seus autores. Neste último caso pode citar-se correspondência com a assinatura de Camilo Castelo Branco, Almeida Garrett, Alexandre Herculano e outros expoentes das nossas letras; ou ainda, no que diz respeito a personagens históricas, cartas assinadas, por exemplo, por D. Maria II ou D. Fernando II. 
- Manuscritos de terceiros que, tal como sucedeu com a correspondência, foram adquiridos por Leite de Vasconcelos atendendo à natureza do seu conteúdo, dado terem sido escritos por personalidades de vulto no campo da ciência.
- Manuscritos antigos, de importância histórica e literária, que Leite de Vasconcelos foi adquirindo em alfarrabistas ao longo da sua vida. Estes manuscritos pertencem a diferentes épocas, encontrando-se entre eles bastantes pergaminhos.
- Uma boa coleção de gravuras, sobretudo de temática etnográfica, bem como de fotografias e de desenhos.
- Postais ilustrados, uns não escritos, e que Leite de Vasconcelos foi colecionando tendo em linha de conta a sua temática e outros a ele dirigidos e como tal integrados no núcleo da correspondência.
Trata-se pois de um espólio cujo estudo aprofundado pode constituir um contributo precioso para o conhecimento da vida intelectual portuguesa entre as décadas finais do século XIX e os primeiros quarenta anos do século XX, permitindo ainda abordagens parcelares relativamente às teorias e práticas vigentes nos vários domínios do conhecimento nele tratados.
Através da correspondência é igualmente possível conhecer-se melhor a personalidade multifacetada de Leite de Vasconcelos bem como de alguns dos inteletuais que com ele se corresponderam, por vezes ao longo de várias décadas de uma intensa vida dedicada à investigação.
De realçar também a importância de que se revestem para o próprio Museu as inúmeras referências explícitas a objetos e a coleções incorporados durante esse longo período, acompanhadas em muitos casos de pormenorizadas descrições, fotografias e desenhos.

Leia o Regulamento para conhecer em pormenor o acima descrito.

Consulte a Tabela de preços para conhecer os valores de reprodução de documentos praticados pela BMA.

Informações gerais

Localização

Museu Nacional de Arqueologia
Edifício dos Jerónimos
Praça do Império
1400-206 Lisboa

Horário

16 de setembro a 19 de dezembro e 4 de janeiro a 30 de junho: 2.ª a sábado – das 10.00 às 17 horas 
20 de dezembro a 5 de janeiro e 01 de julho a 15 de setembro: 2.ª a 6.ª feira – das 10 às 17 horas.

Contactos

Ana Melo
Email: amelo@mnarqueologia.dgpc.pt 
Tel: 213 620 000
Fax:213 620 016

Acessos

Autocarros: 714, 727, 28, 729, 751;
Eléctrico: 15;
Comboio: Lisboa-Cascais, estação de Belém