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Restauro das abóbadas da Igreja – 1ª fase

Há descrições preocupantes sobre o estado de conservação das abóbadas da Igreja do Mosteiro dos Jerónimos desde meados do século XIX. A queda de fragmentos e de argamassas obrigou a grandes intervenções pontuais entre os anos 20 e 60 do século XX, mas nos anos 90 iniciou-se um trabalho sistemático de estudo, análise e acompanhamento dos problemas com a participação de laboratórios, universidades e especialistas reconhecidos.

Podemos identificar vários fatores combinados como causas para os problemas existentes nas abóbadas: a utilização de blocos de diferentes tipos de pedras que se degradaram ao longo do tempo, infiltrações localizadas e variações constantes da temperatura e humidade.

Elaborámos um plano de intervenção faseado que prevê ações de conservação e restauro a seguir ao diagnóstico feito no local. Este ano realizámos a 1.ª fase dos trabalhos intervindo nas abóbadas do tramo sul do coro-alto, no teto da sala da torre sineira, na capela norte do transepto e no teto da capela-mor.

Fizemos a limpeza da pedra a seco e pontualmente por via húmida, com a preocupação de manter a harmonia do conjunto à vista dos visitantes. Substituímos argamassas inadequadas e nocivas, preenchemos vazios existentes e consolidámos toda a superfície da pedra e das juntas destas abóbadas.

Registámos e documentámos todo o conhecimento adquirido e aproveitámos para abrir o estaleiro da obra a investigadores na área da história, da arquitetura e da engenharia.

 

 

  • Projeto e fiscalização: DGPC / Departamento de Estudos, Projetos, Obras e Fiscalização
  • Arquitectura: Ângelo Silveira
  • Engenharia civil: Elizabeth Carvalheira
  • Conservação e restauro: Antónia Tinture
  • Entidade executante: NC restauro, Nova Conservação lda.
  • Valor (IVA incluído): 90.736,00 €
  • Prazo de execução: 150 dias
  • Data de conclusão: Outubro 2013